Oficina discute as vantagens do uso de IA como ferramenta colaborativa

“Quem é você na fila da IA?” foi o tema da oficina ministrada pelo servidor José Henrique Nascimento, do Laboratório de Inovação Impetus da JMU, durante o 1º Festival de IA do Judiciário (FIAJ), que ocorreu nos dias 8 e 9 de junho, em Recife (PE).

Criado em 2022, o Laboratório Impetus é um marco para a inovação na Justiça Militar da União. Atualmente, o Laboratório é parte da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da JMU (ENAJUM).

De acordo com José Henrique Nascimento, a proposta da oficina foi estimular os participantes a pensarem a Inteligência Artificial não apenas como meio de automatização de tarefas, mas como uma ferramenta para ampliação da capacidade de análise.

A inspiração para o trabalho partiu do relatório do Programa Justiça 4.0 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento mostra que tanto as soluções de IA desenvolvidas pelos tribunais quanto o seu uso por parte de servidores e magistrados estão focados na automatização de tarefas e na redação de documentos.

Com base nessa preocupação, a oficina procurou analisar diferentes perfis de usuários, desde a pessoa que delega todo o processo de produção de conteúdo à IA generativa, sem nenhum questionamento, até aquela que utiliza a ferramenta para expandir sua capacidade analítica.

“Ao aplicarmos os conceitos dos perfis de uso da IA generativa aos dados da pesquisa do CNJ, chegamos à conclusão de que há uma tendência para a formação de automatizadores, enquanto o perfil apontado como ideal é o da co-criação dirigida”, explica Nascimento.

“A ideia é que os integrantes do Poder Judiciário e de outros órgãos públicos aprendam a usar a IA para o aprimoramento de determinada expertise e para o desenvolvimento de novas habilidades”, conclui.